A missão do atual prefeito de Maceió, Rodrigo Cunha (Podemos), é administrar a estrutura política montada pelo ex-prefeito JHC (PSDB), como os espaços dados a grupos em troca de apoio eleitoral.
Além disso, não pode atribuir ao antecessor os problemas herdados. Segundo vereadores, há débitos com fornecedores, falhas na coleta de lixo, obras inauguradas sem que funcionem, entre outras dificuldades.
O futuro político de Cunha depende do que as urnas reservarem para JHC. Se o ex-prefeito vencer a eleição para o governo, levará sua equipe e aliados para a nova gestão, abrindo espaço para que Rodrigo imprima sua própria marca na prefeitura.
Por estar no cargo, Cunha é candidato natural à reeleição em 2028. Com o apoio de JHC? Em tese, sim.
Nos bastidores já circula a avaliação de que, se eleito governador, JHC poderá preferir lançar outro nome para a sucessão municipal - talvez alguém de sua família. Afinal, foi ele quem conquistou os votos e chefiou um governo bem avaliado.
Se derrotado, existe ainda a possibilidade de o tucano tentar retornar à prefeitura de Maceió para reconstruir seu projeto político.
Em qualquer cenário, Rodrigo Cunha terá pouco tempo para forjar identidade própria. E isso em um contexto diferente do de JHC, um cenário sem os recursos relacionados ao acordo da Braskem para reparação dos danos causados pela mineração em Maceió.
Vale registrar que Cunha entrou para a história política ao se tornar o primeiro senador a se candidatar e renunciar ao mandato após ser eleito vice-prefeito de uma capital ou grande cidade brasileira.
