A eleição no Estado certamente já está sendo estudada por especialistas. O desrespeito à legislação tem sido amplo entre os grupos políticos mais fortes, tanto eleitoral quanto financeiramente.

Por aqui, inexiste pré-campanha ou pré-candidato desde 4 de abril, quando o então prefeito de Maceió, JHC (PSDB), assustou a todos ao renunciar ao cargo. As campanhas foram parar nas ruas - literalmente.

Camisas, bonés, adesivos, plotagem de carros, sorteio de Pix e vídeos com populares em eventos declarando apoio e até voto em determinados nomes circulam livremente nas redes sociais.

Bons advogados orientam campanhas e tentam limitar excessos. Mas, na prática, muitos candidatos têm adotado o mesmo raciocínio: “se o outro lado faz, vamos fazer também”.

Até aqui, a infração tem valido a pena. O custo, quando existe condenação na Justiça Eleitoral, costuma se resumir a multas - punição que muitos preferem enfrentar a interromper a campanha ou cumprir as regras.

O problema é que, apesar da orientação jurídica, poucos parecem considerar que várias multas e sucessivas condenações podem, adiante, ser interpretadas como abuso, com consequências mais graves.

Cerca de 200 representações por propaganda antecipada já deram entrada no TRE de Alagoas. A queda de braço ocorre, principalmente, entre o MDB e a federação PSDB/Cidadania.

Dinheiro, definitivamente, não parece ser problema para os candidatos, incluindo aqueles que disputam vagas na Assembleia ou na Câmara. 

Talvez por isso a disputa já esteja sendo chamada, nos bastidores, de “a alegre eleição do Vale Tudo”.