Os bastidores da política alagoana revelam que Arthur Lira (PP/UB), pré-candidato ao Senado, gostaria que JHC (PSDB), pré-candidato ao governo, se antecipasse e anunciasse apoio à sua candidatura.
No entorno de JHC, porém, a avaliação é de que ele “joga tranquilo” e evita precipitação para não perder um discurso que o mantém competitivo junto ao eleitor independente.
Trata-se de um segmento que tende a rejeitar tanto Arthur quanto a reeleição de Renan Calheiros (MDB-AL) ao Senado.
É um eleitor que poderia migrar para nomes como Alfredo Gaspar (PL), José Wanderley, Davi Davino Filho (Republicanos) ou Alexandre Fleming (UP), mas dificilmente votaria em Calheiros ou Arthur.
Fontes afirmam que JHC até pode formalizar apoio a Arthur, mas isso ocorreria apenas depois das convenções, “em cima de um palanque, no meio da campanha eleitoral”.
Além do risco de perder parte do eleitor independente, aliados de JHC no PSDB avaliam que a maioria dos prefeitos alinhados a Arthur vota em Renan Filho (MDB), também pré-candidato ao governo.
E, na prática, Arthur Lira não tem como trazer esses apoios para o palanque tucano.
Pesquisas e o histórico recente das eleições em Alagoas reforçam outra percepção: prefeitos costumam ter maior capacidade de transferência de votos para deputado estadual e federal, mas influência mais limitada nas disputas majoritárias, especialmente para governador.
É a leitura do momento. Até aqui prevalece a avaliação de que o tempo político pode render mais dividendos do que a pressa.
