Pré-candidato ao governo, Renan Filho (MDB) está alinhado ao presidente Lula (PT). Seu principal adversário, JHC (PSDB), ainda evita assumir lado na disputa presidencial.
Na corrida ao Senado, Renan Calheiros (MDB), pré-candidato à reeleição, mantém histórico de alinhamento ao campo progressista e também apoia Lula.
Já Arthur Lira (PP/UB), pré-candidato ao Senado, transita com pragmatismo pelo centro político e mantém um palanque amplo, no qual cabem apoiadores de Lula, de Flávio, de Caiado, de Zema...
Nas eleições presidenciais de 2022, Jair Bolsonaro venceu Lula em Maceió. No interior, porém, ocorreu o inverso, garantindo ao petista vantagem suficiente para ser o mais votado em Alagoas.
A pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (10) pode influenciar o desenho das alianças no Estado, especialmente neste momento de indefinições.
A lógica é a do voto útil. Em cenários polarizados, eleitores e atores políticos costumam observar as perspectivas de vitória antes de decidir de que lado caminhar - ou mesmo quais alianças vale a pena construir.
Num país politicamente rachado, em que o eleitorado independente tende a ter peso decisivo outra vez, a influência da disputa nacional sobre a política local cresce, sobretudo no Nordeste.
Para JHC, por exemplo, os números da eleição presidencial podem influenciar o cálculo sobre neutralidade, aproximação com o bolsonarismo ou eventual acomodação política mais ao centro.
O mesmo vale para Arthur Lira, que mantém interlocução com diferentes campos políticos, e para setores do PL, que pressionam pela definição de um palanque mais claro em Alagoas.
EM TEMPO – A pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (10) mostra Lula (PT) abrindo vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno: 44% a 38%.
Em maio, os dois apareciam em empate técnico (42% a 41%). Em abril, Flávio liderava numericamente (42% a 40%). Em março, havia empate, com 41% para cada um.
