Os pilantras mudaram apenas a foto da matéria

O cenário da comunicação em Alagoas vem sofrendo com uma praga silenciosa, mas extremamente nociva: o surgimento de "proprietários" de sites e blogs que, sem qualquer formação, escrúpulo ou senso de profissionalismo, confundem o ato de informar com o crime de plagiar. A falta de caráter e de respeito virou uma verdadeira sacanagem institucionalizada nas redes locais.

O modo de operar desses pilantras de plantão é sempre o mesmo: acomodados em suas cadeiras, eles surfam no trabalho alheio. Não investigam, não apuram, não cruzam dados. Apenas sugam matérias interessantes de quem realmente trabalha, dando a falsa impressão ao público de que foram eles os autores da produção de conteúdo.

Nesta quinta-feira, 4, depois de cerca de mais de uma hora produzindo uma matéria atrativa postada no Cada Minuto e Tribuna Hoje me deparo horas depois com a falta de vergonha na cara envolveu o perfil ou site "União Polêmico" destacado no instragram. O referido canal simplesmente republicou, na íntegra, a matéria de nossa autoria: Com "sinal verde" de Lira e recuo estratégico de Flávia; Neno e Cícero Cavalcante ensaiam duelo de gigantes no interior. Copiaram tudo, menos a foto, isso pra desfaçar. Mas, texto, estrutura, fôlego jornalístico. E o pior: sequer citaram a fonte.

Essa prática asquerosa gera uma inversão perigosa: Apropriação indébita: O plagiador ganha cliques, engajamento e status em cima do esforço alheio. E Confusão para o leitor: Quem acessa o conteúdo copiado primeiro acaba achando que o verdadeiro autor (que gastou sola de sapato e neurônios) é quem "copiou" a matéria depois.

Essa não é a primeira vez que acontece comigo, outros sites também já adotaram essa mesma prética. Quem vive de comunicação em Alagoas não pode mais tolerar o parasitismo desses "profissionais" de fachada. Dar o crédito não dói, valoriza o ecossistema da informação e separa os jornalistas sérios dos meros copiadores de internet.

Aos pilantras de plantão: se querem audiência, trabalhem. Se querem publicar o trabalho de Edmílson Teixeira e de outros profissionais sérios, tenham a decência e o caráter de assinar a fonte. Do contrário, continuarão sendo o que são: criminosos digitais que vivem de migalhas do talento alheio.