O influenciador digital e pré-candidato a deputado federal Patrick de Almeida Silva, conhecido como “PTK”, continuará preso após ter a custódia mantida pela Justiça. A informação foi confirmada pela Polícia Civil, por meio do delegado Igor Diego, da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco). Após a audiência, ele foi encaminhado ao sistema prisional alagoano.
Durante a operação, a polícia apreendeu com o investigado R$ 20 mil em espécie, dois aparelhos iPhone, dois anéis de ouro e um pendrive.
A Secretaria de Estado da Segurança Pública de Alagoas (SSP-AL) divulgou um áudio que, segundo a investigação, registra uma conversa atribuída ao apontado líder do Comando Vermelho em Alagoas, conhecido como Nem Catenga, em que haveria pedido de apoio político ao influenciador.
Conforme o conteúdo apresentado pelas autoridades, o interlocutor afirma que o grupo precisava ter “um representante nosso” para manter “uma voz ativa” no cenário político. A investigação sustenta que Patrick teria sido escolhido pela organização criminosa para disputar um cargo eletivo em Maceió nas eleições de 2024.
De acordo com o delegado Igor Diego, a apuração aponta uma tentativa da facção de ampliar influência política no estado por meio de candidaturas ligadas ao grupo.
Em coletiva realizada nessa quarta-feira, a SSP informou que a operação teve como objetivo cumprir mandados judiciais expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital contra investigados por ligação com o Comando Vermelho. As ações ocorreram em Maceió, Marechal Deodoro e também no Rio de Janeiro.
Ainda segundo os delegados responsáveis pelo caso, a análise financeira do influenciador passou a ser um dos principais focos da investigação. Conforme informado pela polícia, não foram identificadas declarações de renda compatíveis com o patrimônio, movimentações financeiras e padrão de vida exibidos publicamente pelo investigado.
