A Justiça de Alagoas autorizou a quebra do sigilo telemático de Gildate Goes Moraes Sobrinho, investigado pelo assassinato de dois colegas de trabalho ocorrido no último dia 20 de maio, em Delmiro Gouveia, no Sertão alagoano. A decisão atende a um pedido da Polícia Civil e amplia as medidas adotadas para aprofundar a apuração do caso.

Com a autorização judicial, os investigadores poderão acessar, extrair, analisar e compartilhar institucionalmente informações armazenadas no aparelho celular apreendido com o suspeito. A medida também inclui o afastamento do sigilo de aplicações de internet vinculadas ao dispositivo, permitindo o acesso a conteúdos eventualmente armazenados em nuvem.

O pedido foi encaminhado pelo delegado Flávio Dutra de Melo, integrante da comissão responsável pela investigação. Segundo a polícia, o objetivo é ampliar a perícia inicialmente autorizada e reunir elementos que possam contribuir para o esclarecimento do crime.

Além da quebra do sigilo telemático, a Justiça autorizou, nesta segunda-feira (1º), a prorrogação do inquérito policial por mais 15 dias. Conforme a decisão, o prazo adicional foi concedido devido à complexidade das diligências ainda em andamento.

Entre as etapas pendentes estão a extração e análise forense dos celulares apreendidos e os exames de confronto balístico das armas recolhidas no local.

O caso ocorreu na madrugada do dia 20 de maio, quando dois agentes da Polícia Civil foram mortos dentro de uma viatura descaracterizada em Delmiro Gouveia. As vítimas foram identificadas como Denivaldo Jardel Lira Moraes, de 47 anos, natural de Pernambuco, e Yago Gomes Pereira, de 33 anos, natural de Sergipe. Ambos atuavam na 1ª Delegacia Regional do município.

Preso como principal suspeito do duplo homicídio, Gildate afirmou em depoimento que havia ingerido bebida alcoólica com as vítimas horas antes do crime. A motivação segue sendo investigada.

 

*Foto: Yago Gomes Pereira e Denivaldo Jardel Lira Moraes / Reprodução