Não entendeu nada, né, Excelência?
Deixa te explicar: 'Os Conselhos de Direitos representam um mecanismo institucionalizado de participação e controle social, estabelecendo um fórum de diálogo direto entre a sociedade civil e o poder público.'
Dito isso vamos a questão: recentemente um Conselho de Direito sob a ‘égide’ do governo do estado de Alagoas escolheu para a presidência uma representante ligada aos movimentos sociais.
Legal, tudo certo. Nada errado.
Depois que tomou posse na presidência do Conselho, foi oferecido a moça, um cargo comissionado, ou cargo de confiança, no seu governo. A moça nem procrastinou, agarrou a oportunidade de trabalho com unhas e dentes.
Que bom pra ela, né?
Tudo certo, nada errado.
Mas, após a decisão tomada, surge o imbróglio : a recém nomeada servidora pública comissionada, não quer abrir mão, de jeito nenhum, da presidência do Conselho, ou seja , afirma ter competência para representar e ‘defender’ ao mesmo tempo, as pautas do governo e do controle social, nas discussões postas.
Ôxe!
E, como estamos em um ano político eleitoral, exige-se o uso ‘irrestrito’, do que conhecemos como bom senso, principalmente à esquerda, para que a jovem e ainda frágil democracia brasileira, não seja fraudada pela gula política de poder.
Segundo contam afirma-se que a posição da moça não é ilegal, porque isso não reza no regimento do Conselho.
Coisa feia! Pode até não ser ilegal, mas, é , com certeza imoral.
O óbvio não precisa ser escrito.
Ô, Paulo, a servidora comissionada, do seu Governo foi a Brasília representar o Controle Social?
Pode isso, Excelência?
