O Programa Nacional de Equidade de Gênero, Raça e Etnia pela Valorização das Trabalhadoras do SUS, uma iniciativa do Ministério da Saúde, coordenada pela Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde  e Hospital Alemão Oswaldo Cruz,, teve seu início oficial, em março de 2023.

E, esta ativista, Arísia Barros, coordenadora do Instituto Raízes de Áfricas, em Alagoas, estava lá, convidadíssima pelo Ministério da Saúde e Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

Foi a Violeta Aguiar, quem nos convidou, afirmando que acompanhava nosso ativismo pelas redes sociais e que o perfil cabia bem, na proposta  do Programa como representação do movimento negro.

Que legal!

O Programa Nacional da Equidade foi  uma das meninas dos olhos da ministra da época, Nísia Trindade,  que criou, validou e defendeu com unhas e dentes a permanência da  Equidade diante dos tantos e muitos parlamentares negacionistas na Câmara Federal.

Importante afirmar que a ministra tinha na equipe da SEGTES, uma  importante aliada,  como rede de sustentação,  para discutir, junto com os estados da federação,  espaços para implementação da Portaria Nº 230, de 7 de março de 2023, que rege o Programa Nacional de Equidade de Gênero, Raça e Etnia pela Valorização das Trabalhadoras do SUS.

No desdobrar da pauta nacional foram criados , em em 21 estados, os Comitês locais ( estaduais, municipais) de Equidade do SUS.

 Alagoas foi pioneira, ao  criar o primeiro Comitê do Brasil todinho, impulsionado pelo ativismo do Instituto Raízes de Áfricas, coordenado por,  Arísia Barros, que junto a Sandra Costa , servidora da Sesau,AL,  promoveram a articulação , com a então, gerente de Desenvolvimento e Educação em Saúde, na Secretaria Estadual de Saúde, Mayara Lopes e a ação se deu.

Em 25 de março de 2023, a ,Prefeitura de Maceió, através da Coordenadoria Geral da Igualdade Racial, tendo a frente esta ativista, Arisia Barros,, realizou  o   I Encontro Municipal de Equidade no Trabalho e na Educação no SUS, sob tema: ‘Interseccionalidade de raça, etnia, gênero e a descolonização da Saúde, ou a Equidade em debate’, com a participação de Isabela Cardoso Pinto, Secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, do Ministério da Saúde (SGTES/MS

E o tempo passou, construindo caminhos…

A interlocução primorosa com a equipe das meninas maravilhosas do Hospital Alemão Oswaldo Cruz foi importante , para  o reconhecimento de territórios, como o Quilombo Abobreiras em Teotonio Vilela e o chão árido de periferias distantes, como a Cidade Sorriso, no Conjunto Benedito Bentes, parte alta da capital, Maceió, onde fica localizado o Coletivo de Mulheres Pretas Periféricas, coordenado pela Vânia Gatto, integrante do Programa.

Três anos após e várias ações do meio, dentre elas 11 oficinas regionais e duas oficinas nacionais, com 1.612 participantes de todas as regiões do país, o   Programa Nacional de Equidade de Gênero, Raça e Etnia pela Valorização das Trabalhadoras do SUS , reuniu,  nos dias 13 e 14 de maio, de 2026, em Brasília, mais de 400 representantes do Brasil todinho, em uma prestação de contas da política pública ,que ampliou o diálogo entre os territórios e consolidou espaços de construção coletiva para a promoção da equidade no trabalho e na educação em saúde no SUS.

No encerramento da atividade em Brasília, Erika de Almeida, coordenadora geral de Ações Estratégicas de Educação na Saúde, reafirmou a Equidade como centro da gestão do Ministério da Saúde, ao anunciar  a  criação do Fórum Permanente dos Comitês de Equidade no âmbito da Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde,:- ‘Nossa proposta é que ações continuem, e a conexão com estados e municípios continuem fortalecidas como uma rede substantiva            nacional de troca e aprendizado.’

Esta ativista alagoana, Arisia Barros, em uma manifestação na plenária, questionou,  como o faz, desde o início, em 2023:- Qual o lugar que os movimentos sociais ocupam no Programa Nacional de Equidade de Gênero, Raça e Etnia pela Valorização das Trabalhadoras do SUS?

O Programa de Equidade reuniu o Brasil todinho, em Brasília. Uma pena que o ministro  Padilha, não foi.

Sigamos…

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