O nome dela é Michaella, mas todo mundo a conhece como Mica Pereira.
É uma jovem jornalista formada pela Universidade Federal de Alagoas, mas, a menina não é alagoana.
Mica Pereira nasceu na zona leste de São Paulo, e ousou desafiar a distância da zona de conforto, da família, feito rede de apoio para correr atrás da paixão pelo sonho de se tornar jornalista.
A construção do ser pessoa, profissional da jovem jornalista faz atravessamentos atemporais importantes, com a construção de ser profissional de comunicação, da alagoana Almerinda Farias Gama, (1899 – 1999), a sufragista negra, que nutria pelo jornalismo, a mesma paixão.
De tudo que fiz, jornalismo é meu maior bem feito.- dizia Almerinda Farias Gama.
Um século inteirinho separa a jovem jornalista, Mica Pereira, da ancestral negra alagoana, Almerinda Farias Gama, mas, entretanto, contudo, todavia, o racismo estrutural aproxima as lutas e para falar sobre as opressões racial, de gênero, Mica , indicada pela, também jornalista, Eliane Aquino, secretária de Comunicação da Prefeitura de Maceió, conversa com estudantes do Ensino Médio , da Escola Estadual Rosa Maria Paulino da Fonseca, sob o tema: Almerinda Farias Gama, uma mulher negra histórica, jornalista como eu, Mica Pereira.
São os Diálogos Afro-Pedagógicos : Quem é Almerinda Farias Gama, a sufragista negra, na memória social, em Alagoas?, que acontece no dia 25 de maio, das 13h às 16h40.
Os Diálogos Afro-Pedagógicos é uma forma dinâmica de levar para meninos e meninas do ensino médio, a proposta de letramento racial, que desperta consciências juvenis para o sistema exclusivo, que retroalimenta a estrutura racista.
A ação, iniciativa do Instituto Raízes de Áfricas, conta com o apoio da Secretaria de Estado da Mulher, Secretaria Municipal de Comunicação de Maceió, Deputado Paulão e Jó Pereira.


