Estamos em maio , o mês do letramento negro, para além de novembro.
E foi nesse maio de 2026, que , na Câmara Federal, em Brasília estabeleceu-se mais uma importante narrativa engajada com políticas antirracistas, uma reivindicação do Instituto Raizes de Áfricas, ao Dep. Paulão , articulador de significativos caminhos políticos, para a inscrição da sufragista alagoana, Almerinda Farias Gama, no Panteão dos Heróis e Heroínas da Pátria, ou Livro de Aço.
Uau!
E, como dinâmica de discutir, pedagogicamente, a invisibilização histórica das contribuições negras, com ênfase nas mulheres negras, esta ativista, Arísia Barros, coordenadora do Instituto Raízes de Áfricas, recepcionou, agradavelmente a sugestão da professora Laeuza, para promover o plantio do Baobá, na Escola Estadual Rosa Maria Paulino da Fonseca, em Marechal Deodoro,.
Lembram da Lei nº10.639/03?
Bacana, né?.
Para o Projeto Baobás (2021-Instituto Raízes de Áfricas-Jó Pereira) o plantio da árvore sagrada é um ato político de resistência negra.
Ao convite da Leuza, o Instituto Raizes de Áfricas propôs agregar a celebração, a questão da ancestralidade de Almerinda Farias Gama e a efeméride do Dia de África ( celebrado desde 25 de maio de 1963, simbolizando a determinação dos países africanos , pela liberdade, exclusão do domínio colonial)
A diretora, Wanessa, acolheu, de uma forma afetiva ,calorosa, a empreitada pedagógica e a proposta foi crescendo, colhendo ideias, outras vozes .
Parcerias!
E surge o apoio de Marília Albuquerque, Secretária de Estado da Mulher no reconhecer a importância , com a doação de caixas, que servirão de ferramentas para a criação de novas abordagens sobre racismo estrutural e os apagamentos do protagonismo negro feminino.
E veio , Eliane Aquino , primorosa jornalista e secretária da Secom da Prefeitura de Maceió, dialogando com o jornalismo negro de Almerinda.
A querida, Jó Pereira , presente na trajetória , espalhando sementes e resgatando memórias. no fortalecimento do Projeto Baobá.
O Defensor Público, Isaac Souto, um bom parceiro, que dará a um biblioteca o nome de Almerinda Farias Gama.
Maio é o mês de desalfabetizar conceitos estereotipados, enegrecer territórios..
Mês de África.
Liberdade. Liberdade. Abre as asas sobre Nós!
E, aproveitando o encontro ,no juntar tanta gente boa, em prol de um objetivo comum, o Instituto Raízes de Áfricas , com o fazer pedagógico da Escola Estadual Rosa Maria Paulino da Fonseca, em Marechal Deodoro, levanta o debate: Quem é Almerinda Farias Gama, a sufragista negra, nordestina, periférica, na memória social, em Alagoas?
Você sabe?
No maio de África, Escola alagoana, dialoga com o Protagonismo Negro da sufragista, Almerinda Farias Gama.

