A filha mais nova da minha mãe, mora na Europa tem pra mais de vinte anos.

No país europeu   constitui família, com o cabra marido e se fez  mãe de um menino.

Luigi.

Luigi, o  menino filho da filha mais nova,  da minha mãe, mesmo tendo a pele clara se percebe negro.

Minha irmã diz que, mesmo não havendo convivência,  esta ativista , do outro lado do mundo, aqui do nordeste do Brasil, brasileiro,  exerce influência ativista, sobre o menino, agora já, quase adulto.

Sabe, como é  que é, né? Ativismo negro,  na veia.

Mas, voltando à filha mais nova da minha mãe ,que mora na Europa, esta ativista precisa afirmar que é de uma boniteza atemporal  o zelo e cuidado , que a mais nova tem com a matriarca.

É uma Sherlock Holmes no desbravar caminhos.

Uma vez por ano, ( todos os anos) ela atravessa as fronteiras do mundo inteirinho (literalmente) todo  para ser presença na vida da mãe.

Tem poesia maior do que isso?

Nós, mulheres da família Barros, não aprendemos a bordar delicadezas, no cotidiano, mas, ao longo da maturidade e os arremedos da vida,  exercitamos maneiras de demonstrar o bem querer através das ações resolutivas,

Preciosismo!

E a filha mais nova da minha mãe, atravessando a imensidão dos  mundos e desafiando a indiferenciação  no entorno, familiar, reafirmando,  com suas bagagens de vivências, que o amor materno move montanhas.

E ela se faz mãe e ao mesmo tempo filha, de dois mundos.

Tenho orgulho, irmã!