Sei que não é possível abraçar tua dor, porque as palavras se tornam minúsculas, apequenadas, mas, o bem-querer, o afeto e respeito que tenho por tu, despertam a sonoridade-sororidade para dizer-te.
Filh@ é bem precioso, e, como diz o ditado popular, é um outro coração batendo fora do peito da mãe.
Eu sinto muitíssimo, comadre e rogo para que toda espiritualidade espalhe lumes na chegada do teu menino ao Orun , e que a mesma iluminação reverbere, como brilho de conforto no coração da mãe.
Agora você se torna a grande guardiã dos momentos abarrotados de afetos, histórias, memórias boas, risos largos e caminhos possíveis, e isso é bom, porque as memórias são combustíveis necessários para continuar na luta cotidiana.
Não vai ser agora, mas, acredite, uma hora, um pouco mais distante, quando a lembrança do teu primogênito ocupar-lhe a mente, você verá que, mesmo em dimensões diferentes, ainda dá pra ouvir o eco dos passos.
Porque na alma de toda mãe, filho é para sempre.
Abraços, comadre!
* Meus respeitos
