A menina cresceu no meio das discussões e embates  políticos. O pai foi o grande maestro  em construir governança aproximada com o povo do lugar.

Apesar da convivência diária com os bastidores da política, a menina não tinha vontade nenhuma em fazer parte do contexto.

Um dia   cheia de expectativas e curiosidades,  arrumou a mala, e foi descobrir a vastidão do mundo lá fora, mas, o pai saudoso chamou-a de volta.

E o correr da vida foi transformando lugares, tempos, espaços e surge seu segundo núcleo familiar.

A vida  caminhava nos conformes, até que por um desses acasos, em 2015, a estréia na arena política se deu,  e a moça, nem tinha ideia o quão intensa e poderosa seria a imersão no cenário da política alagoana.  

Entre discursos enfáticos,  enfrentamentos corajosos, e extremamentes, coerentes, a moça  se tornou  uma das mais expressivas representações femininas da Casa Tavares Bastos, dos últimos tempos.

A voz de tantas, muitas e diversas mulheres.

Uma voz, imprescindível, que, no meio da mesmice atual,  faz uma falta danada.

Andam a perguntar, a esta ativista, Arísia Barros, se  haverá a segunda parte dessa história.

Eita! 

Respondo que só,  a mulher-politica  do silêncio de sete chaves, tem essa resposta, né, não?!

Será?

Pois, é!