Foi uma manhã de terça-feira, 27, com cheiro de jasmim desabrochando sob o manto d’água da chuva.

Em roda, as  mulheres muitas, tantas e diversas assistidas pela Legião da Boa Vontade,  debulhavam palavras que as definiam: gratidão, solidariedade, fé, escuta, esperança, amor, etc e tal;

A conversa  percorreu territórios , atravessou caminhos e despertou histórias pessoais.

Esta ativista, Arísia Barros, coordenadora do Instituto Raízes de Áfricas foi convidada pelo Arivaldo  Oliveira,  gestor administrativo da LBV, em Alagoas, e a psicóloga Fernanda para falar das vivências que transbordaram memórias atemporais.

A conversa produziu um eco poderoso de vozes que afirmam a identidade, para além do RG,  como construção social,  tendo  a influência significativa de conceitos familiares e do território.

Discutimos sobre submissão feminina, violência consentida, as diferenças entre indivíduos.

 Feminicídio!

Discutimos sobre a ausência de  segurança nos territórios periféricos e sons que traumatizam (tipo  dois homens ou mesmo um, e o barulho de  uma moto)

As mulheres na roda reinterpretam que o tempo é a matéria prima mais preciosa da trajetória.

Dialogamos sobre o auto-amor , a dinâmica do espelho.

E os ciclos da vida.

Pontuamos o racismo como pauta colocada no silêncio do tanto faz.

As mulheres da roda, despojadas, bem a vontade, com o espírito sincronizado com a liberdade, colocaram a palavra em movimento (descobertas) e costuraram uma rede , tão bonita, bordada com, um pedacinho de cada uma delas e o abraço coletivo abriu portas para que  a caminhada projete novas trilhas.

A conversa com as  mulheres assistidas pela Legião da Boa Vontade, ocorrida na sede da instituição, no bairro Barro Duro, em Maceió, na terça-feira, 27, foi fantástica.

A ação contou com o apoio da Prefeitura de Maceió e Jó Pereira.

Continuidade foi a palavra desta ativista, Arísia Barros.

Bem bacana!