Era um dia comum, como tantos outros  e, no compasso do tic-tac do relógio,  a atendente da Clínica de Fisioterapia chama esta ativista pelo  nome e a moça, que estava, também à espera , ao ouvir o chamado, entrou em estado de encantamento:

-Que nome lindo e de muito bom gosto. 

Foi sua mãe quem botou? 

Qual o significado?

E no meio dos burburinhos emocionais da moça, falei da epistemologia do nome, que tem origem em uma deusa grega, cuja grafia  é Arícia, com ‘c’, protetora da natureza e dos animais selvagens..’

Quando falei  da origem grega  a moça   (ela nem sabe que a Grécia traz raízes africanas), entrou em erupção vulcânica  de boniteza. 

E fui  logo, adiantando que tenho um orgulho danado do nome que carrego ( agradeço a minha mãe, que ouviu na maternidade a sugestão de uma professora, cujo nome era Arísia),  e que traduz  escolhas, lutas, desafios, memórias, medos, histórias, ancestralidade.

O nome Aricia transmite energia e vitalidade (Bingo!) e pode ser encontrado em várias culturas, ao redor do mundo, com variação de grafia.

O meu se escreve Arísia, com ‘s’. 

Arísia Barros.

Entre o átomo do  chamado da atendente e o questionamento da moça, a conversa se fez momento histórico.

E antes de adentrar o espaço,  a moça assertiva fala:- Vou anotar seu  nome e sugerir pra minha filha. 

Que fofo. 

Estou encantada! -reafirmou.

 O nome da moça é Anadja.

E o meu é Arísia Barros.

A ativista!