O julgamento dos quatro ex-policiais militares acusados de ocultação do corpo de Davi Silva avançou nesta segunda-feira (4) com a oitiva das primeiras testemunhas de defesa no Tribunal do Júri. 

As testemunhas militares foram liberadas antes do início dessa fase.

A primeira testemunha afirmou ter sido abordada pela guarnição na mesma ocasião, mas disse que não viu Davi ser colocado na viatura. "Não olhei muito para os policiais porque estava com medo", declarou. 

O depoimento foi classificado pelo Ministério Público como confuso. Durante a audiência, a promotoria lembrou que, em depoimento anterior, a testemunha havia relatado que uma policial teria debochado de sua orientação sexual, o que foi confirmado.

A segunda testemunha, primo de consideração de Davi, pediu para depor na ausência dos réus. José Taciano afirmou que passava pelo local no momento da abordagem, mas não parou. 

Ele descreveu a farda da guarnição como camuflada, semelhante à da Força Nacional, informação que a defesa tentou usar para questionar se a viatura era da Radiopatrulha. 

O promotor Thiago Riff apresentou o depoimento dado por Taciano à Corregedoria da PMAL, onde ele havia reconhecido a viatura. 

A testemunha confirmou a assinatura, mas disse que se sentiu intimidado durante aquela oitiva porque um policial teria ficado o tempo todo o observando.

Os réus são Eudecir Gomes de Lima, Carlos Eduardo Ferreira dos Santos, Victor Rafael Martins da Silva e a ex-militar Nayara Silva de Andrade.