O pai de Davi Silva, Cícero Lourenço da Silva, esteve no Fórum do Barro Duro nesta segunda-feira (4) acompanhando o julgamento dos quatro ex-policiais militares acusados pelo desaparecimento do filho, ocorrido em 25 de agosto de 2014, no Benedito Bentes, em Maceió.
Durante a espera pela sessão, Cícero pediu que os acusados revelem o que fizeram com o adolescente.
"Eu só quero que ele mostre os ossos do meu filho e me dê qualquer coisa. E vai me dizer que meu filho tava fazendo. Eu sou pai dele. Se ele pegou meu filho com roubo ou com fumo na mão, eu também quero que ele me mostre. Qualquer coisa", disse.
Davi tinha 17 anos quando saiu de casa no Conjunto Cidade Sorriso I e foi abordado por uma guarnição da PM. Nunca mais foi visto.
O inquérito aponta que o adolescente teria sido torturado e morto, com ocultação do corpo.
Os réus Eudecir Gomes de Lima, Carlos Eduardo Ferreira dos Santos, Victor Rafael Martins da Silva e Nayara Silva de Andrade respondem por tortura, homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
A mãe de Davi, Dona Maria, morreu em 2025 sem obter respostas sobre o filho.
