Uma chacina registrada em maio de 2020, em Marechal Deodoro, teve desfecho nesta sexta-feira (24) com a condenação dos acusados pela 1ª Vara da Comarca do município. As penas aplicadas ultrapassam 90 anos de reclusão.

O Ministério Público de Alagoas (MPAL), por meio do promotor de Justiça Rodrigo Lavor, sustentou a acusação que levou o conselho de sentença a condenar Genesson Fortunato da Silva e Max Welece dos Santos Silva pela morte de quatro jovens.

As vítimas — Kleysila Kaylane dos Santos, de 17 anos; Bruna Evelyn dos Santos, de 16; Carlos Daniel dos Santos Silva, de 18; e José Carlos dos Santos, de 20 — foram assassinadas a tiros. O crime foi qualificado por motivo torpe e por impossibilitar a defesa das vítimas. Kleysila chegou a ser socorrida e ficou internada no Hospital Geral do Estado, mas morreu cinco dias depois.

Genesson Fortunato da Silva foi condenado a 14 anos e três meses de prisão. Com o reconhecimento do tempo já cumprido, ele terá de cumprir o restante da pena, de 9 anos e 9 meses. Ele já havia sido preso logo após o crime, chegou a ser solto em 2021 e voltou ao sistema prisional em 2022. No processo, foi apontado como o executor de uma das vítimas.

Já Max Welece dos Santos Silva recebeu a pena mais alta: 76 anos de prisão em regime fechado. Foragido há cerca de três anos, ele teve a prisão preventiva mantida. De acordo com a acusação, ele teria articulado a ação criminosa, convidado outro envolvido e fornecido a arma utilizada no crime.

A pena total foi calculada a partir das condenações por cada uma das vítimas e somada conforme prevê o Código Penal, resultando em 76 anos de reclusão para Max Welece.