Tarde de sexta-feira, a moça, antes de descer a escada rolante no Shopping Maceió, deu uma parada estratégica e olhou no entorno. Esta ativista que vinha logo atrás sentiu o temor da moça.
Parei ao lado dela e afirmei:- Tem medo, né?
E ela:- Um pouquinho.
Esta ativista tentou ajeitar as sacolas que carregava ,em uma única mão, para dar apoio a moça, mas, não teve como.
Ela esperou um tempo ínfimo, respirou fundo e saltou ( de verdade) para um degrau da escada.
Desci atrás e disse:- É um dos desafios da vida. Enfrentar o medo.
-A gente tem que fazer isso, né?, respondeu ela
Afirmei que sim:- Não podemos deixar o medo nos paralisar, senão a gente não faz mais nada na vida.
A moça repetiu como mantra:-Enfrentar o medo.
E aí está ativista fez uma consideração:- É preciso encarar o medo, mas, não descartá-lo, totalmente, porque ele também é um modo de defesa.
-A senhora tem razão.- concordou ela.
E descemos da escada, cada uma foi para o seu lado e essa conversa, de segundos, vale uma vida todinha.
Foi uma conversa sobre temores e medos.
Observação: O medo de escada rolante é chamado de Escalafobia é uma fobia específica comum que afeta centenas de milhares de pessoas em todo o mundo. A palavra escalafobia vem do grego escalo que significa “mover para cima, escalar” e phobos , que significa “profunda aversão, temor ou medo ‘.
