Não sei se o Sr. Prefeito é de extrema-direita-esquerda, volver, ou do centro das extremidades políticas.
Ultimamente, as posturas políticas estão tão mutantes, o povo tem trocado de lado, que tem gerado letramentos sociais confusos, entretanto, contudo, todavia, porém de uma coisa esta ativista tem plenitude de certeza: a Gestão Pública tem que atender as premissas da democracia brasileira, ou seja, o atendimento deve contemplar à diversidade da população, não a conceitos e preceitos pessoais.
Dito isso, esta ativista, Arísia Barros, coordenadora do instituto Raízes de Áfricas, quer inquiri-lo : Como sua administração à frente da Prefeitura de Maceió irá se posicionar sobre a implementação das políticas antirracistas, para além das festividades, em praças públicas?
Maceió é uma capital oriunda de uma história intensa, valente,corajosa, com uma rica e aprofundada ancestralidade negra que carrega o peso simbólico do quilombismo, como movimento.
Singularidade, dentro da pluralidade, e o quilombismo merece todo respeito.
Mesmo multifacetada, (são muitas, múltiplas e divergentes correntes políticas) que abarrotam a gestão municipal, apesar de, cabe ao entorno da chefia executiva, propiciar uma discussão, estratégica, planejada acurada, com a sociedade, visando traçar a política estatal, que deixe explicito a importância da criação de narrativas e ações institucionalizadas de enfrentamento ao racismo estrutural.
Maceió é uma capital que tem saído na frente com a criação de estruturas exuberantes, (que bom para a coletividade e o turismo local!), mas, Maceió, também é uma capital que negligencia a grandiosidade das lições nascidas no primeiro simulacro de República , que foi o Quilombo dos Palmares.
Maceió precisa instaurar o letramento político eficaz e eficiente que desalfabetize e desnude as muitas facetas do racismo estrutural.
Governar, com responsabilidade social, prefeito Rodrigo Cunha, exige investimentos eficazes e eficientes para implementação de um Plano de Governo Antirracista.
A implementação das políticas antirracistas exige coragem e coerência nas escolhas.
Aproveitando o ensejo, esta ativista que reafirmar que Maceió é a única capital no Brasil todinho, que NÃO tem um Conselho de Promoção para as Políticas Raciais.
Tem muito trabalho para ser feito, prefeito Rodrigo Cunha.
Está preparado?
