Cinco homens apontados como lideranças de uma organização criminosa do Paraná foram presos em Alagoas nesta sexta-feira (24), durante a Operação Rajada, deflagrada de forma integrada pelas Polícias Civis dos dois estados. Os suspeitos foram localizados em Maceió e Marechal Deodoro, onde, segundo a investigação, viviam em condomínios de alto padrão enquanto mantinham o comando do tráfico de drogas e outros crimes à distância.
A ação também cumpriu mandados no Paraná e terminou com 11 prisões no total, além de buscas, apreensões e bloqueio de bens. Em Curitiba, uma pessoa morreu durante confronto com equipes policiais.
Entre os presos está Werik de Souza Leal, conhecido como “Rajada”, apontado como uma das principais lideranças da facção que atuava no bairro Parolin, na capital paranaense. Ele e os demais investigados teriam se mudado para Alagoas há cerca de três anos, onde passaram a viver em imóveis de alto padrão, mantendo uma rotina de luxo sustentada, segundo a polícia, por recursos do crime.
As investigações apontam que o grupo movimentou cerca de R$ 30 milhões nos últimos anos, utilizando contas de terceiros, empresas de fachada e familiares para ocultar a origem do dinheiro. Mesmo instalados em Alagoas, os suspeitos continuavam a dar ordens sobre o tráfico de drogas em Curitiba, além de decisões ligadas a homicídios e à estrutura financeira da organização.
Em um dos casos, um dos investigados teria pago aproximadamente R$ 100 mil via Pix para alugar uma casa de luxo em Maceió por um ano. A polícia afirma que o padrão de vida incluía veículos de alto valor e despesas elevadas, incompatíveis com rendas legais.
Segundo a investigação, parte dos suspeitos deixou o Paraná alegando ameaças de morte em meio a conflitos com facções rivais e conseguiu progressão de regime, o que facilitou a saída do sistema prisional. Em Alagoas, passaram a viver sem monitoramento efetivo enquanto, de acordo com a polícia, mantinham o controle das ações criminosas em outro estado.
A Operação Rajada mobilizou cerca de 150 policiais e segue em andamento para identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração sobre o esquema financeiro da organização. Os presos devem ser transferidos para o sistema prisional do Paraná, onde responderão pelos crimes investigados.
