Familiares do empresário italiano Fabio Campagnola, assassinado a tiros no dia 3 de janeiro de 2023, na Praia do Francês, procuraram a imprensa nesta terça-feira (21) para cobrar publicamente a marcação do júri popular do policial militar aposentado, José Pereira da Costa, acusado pelo crime.
Conforme Marcelo Medeiros, advogado da família de Campagnola, pouco mais de três anos após o crime, os recursos da defesa foram esgotados em todas as instâncias, e o processo aguarda apenas a marcação do júri popular em Marechal Deodoro.
"Todos os recursos apresentados pela defesa do acusado foram negados, e o processo agora depende apenas da marcação da data do julgamento pelo Tribunal do Júri", reforçou ele.
“O caso já passou por todas as instâncias da Justiça. Agora, falta apenas a definição da data do júri, quando ele será julgado pela população”, prosseguiu Medeiros, finalizando que, agora, a família da vítima cobra rapidez na marcação do julgamento.
O caso
O crime aconteceu no dia 3 de janeiro de 2023, na Praia do Francês, em Marechal Deodoro. Campagnola, proprietário de uma sorveteria, foi morto a tiros após uma discussão com José Pereira da Costa. A briga teria começado por causa da instalação de um carrinho de churros em frente ao estabelecimento da vítima.
O acusado responde por homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e por dificultar a defesa da vítima. A alegação de legítima defesa foi rejeitada ao longo do processo.

*Com assessoria
