Durante alguns dias, a sociedade alagoana nas redes sociais, no estado politicamente ‘complexo’, das Alagoas dos Palmares, vociferou por ‘JUSTIÇA!JUSTIÇA! ’ tendo como alvo uma mulher preta, pobre e etc.
O crime hediondo?
A suposta ‘subtração’ de uma espécie do reino vegetal, ou seja, uma planta , da ornamentação do projeto Renasce Salgadinho, que possui parque linear, praças, travessias e pontos destinados ao lazer.
Segundo o delegado Thiago Prado, secretário Municipal de Segurança Cidadã (Semsc), a mulher pobre, preta, periférica pode responder por crime ambiental e furto, com pena de três meses a um ano de detenção.
É justo?
Pode ser, mas, o que causa uma certa indignação é que a tal ‘acusada’, nem teve direito a defesa.
A imagem que ‘viralizou’ nas redes sociais foi decisiva para culpabilizar a senhora, que, por ter sofrido uma pressão descomunal, veio a público apresentar sua versão: 'Não roubei. Eu não sou meliante. Pedi e recebi a planta".
O que causa indignação absurda é que o secretário de estado da Secretaria de Saúde em Alagoas foi apontado, pela agência de segurança do Brasil, ou seja a Polícia Federal, como o ‘suposto’ elemento chave , que desviou CEM MILHÕES DO SUS, negligenciando a saúde de mulheres como a da planta, pretas, pobres, periféricas, mas, contudo, entretanto, todavia foi firmado um intrincado pacto social de silenciamento entre os pares institucionais e dos movimentos sociais, inclusive do Conselho Estadual de Saúde, do ‘nada a declarar’.
O que causa indignação social absurda é que o chefe maior da Polícia Civil, em Alagoas, é apontado , pela agência de segurança do Brasil, ou seja a Polícia Federal, como ‘suposto’ ‘chefe’ da quadrilha ( não junina), que frauda concursos públicos e todo mundo, inclusive o Sindicato dos Delegados de Polícia Civil faz de conta que tudo isso é normal.
Presunção de inocência!
E, surgem os pensamentos intrusivos ,arredios, inquietantes:: Por que assim como as autoridades políticas , geralmente integrantes da machosfera, politicamente brancos, a mulher preta, pobre, periférica não foi agraciada com o benefício da dúvida?
Presunção de inocência.
Entende?
Diz aí…
