O Sebrae, em Alagoas, na gestão do arquiteto Marcos Vieira, foi uma casa de conversas aprofundadas e encontros muito produtivos.

Ao longo da sua jornada,  Marcos Vieira teve sensibilidade social e o  compromisso com ‘todas’ as escutas, para além das institucionalidades e exercia com maestria a política do diálogo.

E, esses princípios trouxeram presença, escuta e estruturaram  a longa parceria  do Instituto Raízes de Áfricas com a empresa.

Entre expectativas sociais, troca de experiências e aprendizado mútuo, com as muitas vozes  múltiplas e diversas,  o Sebrae foi,  em um crescente, se tornando uma empresa aberta as mudanças, tipo o investimento na politica da diversidade, mas especificamente antirracista.

E a coisa foi tomando forma. Uma linha de trabalho sob o comando da Madalena prosperou. O antirracismo foi agregado à  agenda de valores , de uma forma boa, positiva e trouxe para dentro da empresa a ebulição do empreendedorismo  negro.

Em 2022 sai Marcos Vieira e entra outra dinâmica de administração.

Desconexões!

Na tarde da segunda-feira, 13, quando esta ativista, Arísia Barros, em visita ao Sebrae partilhou de suas  percepções focadas no conhecimento, práticas diárias  e a  preocupação  sobre  os elementos visuais, espalhados nas paredes da empresa , que interpretam  uma diversidade encastelada na eurocentralidade, no androcentrismo,  e de uma forma complexa, subalternizam  o povo negro e a mulher.

Incluir não é  só marketing. Não é colocar gente preta em uma foto, sem discutir os lugares no podium social- afirma esta ativista.

Precisamos falar sobre letramento racial e de gênero.

É isso!