Motoristas e entregadores por aplicativo realizaram um protesto no bairro de Jaraguá, em Maceió, na manhã desta terça-feira (14). 

A categoria busca pressionar parlamentares pela não aprovação do relatório do projeto, que está na pauta de votação de comissões no Congresso Nacional ainda hoje. 

Segundo Alex Félix, presidente da Associação dos Motoristas por Aplicativo de Alagoas (AMPAEAL), a mobilização foi mantida mesmo após a circulação de informações que tentavam desmobilizar o ato, sob o argumento de que a votação seria adiada.

O centro da polêmica reside no texto do PL 152/2025, que propõe enquadrar os trabalhadores como autônomos e estabelecer remunerações mínimas para entregas curtas, além de prever contribuição previdenciária. 

No entanto, os profissionais alagoanos alegam que a proposta ignora reivindicações essenciais, como o estabelecimento de um valor mínimo de R$ 10,00 por corrida e uma tarifa de R$ 2,50 por quilômetro adicional. 

A categoria também exige o fim das rotas agrupadas, que multiplicam o trabalho sem o repasse proporcional, e maior transparência nos algoritmos das plataformas para evitar bloqueios arbitrários.

Além das questões financeiras, o movimento em Maceió reforça a necessidade de garantias estruturais, como a implantação de pontos de apoio físico na cidade, oferta de seguros com cobertura real e a instituição de uma negociação coletiva formal entre trabalhadores e empresas. 

Para os manifestantes, a regulamentação proposta pelo Governo Federal é insuficiente e prejudica a autonomia da atividade, motivo pelo qual a pressão em Jaraguá foi estratégica para mostrar que o setor em Alagoas permanece em alerta máximo diante das decisões em Brasília.