A sessão desta quinta-feira (26) na Câmara Municipal de Maceió (CMM), quando foi aprovado o Projeto de Decreto Legislativo concedendo o título de Cidadão Honorário para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), foi marcada por questionamentos, troca de farpas entre os vereadores, pedidos de recontagem de quórum e votação nominal.
O título foi aprovado com os votos contrários dos vereadores Teca Nelma (PT), Charles Hebert (PCdoB) e Allan Pierre (MDB).
A discussão começou depois que o propositor da homenagem, Leonardo Dias (PL), solicitou inclusão, para votação, do requerimento de pedido de regime urgência para tramitação do projeto, assinado pelas lideranças do PL e do PP, representando maioria absoluta.
Allan Pierre questionou a fundamentação da concessão do título, se os requisitos foram atendidos, e também o pedido de regime de urgência e pediu verificação de quórum para as votações do regime de urgência e do projeto.
Teca Nelma solicitou votação nominal para o projeto, que foi deferida pela presidente da sessão, Silvânia Barbosa, e ironizou as “contribuições” de Flávio Bolsonaro à capital alagoana.
Charles subscreveu o pedido de Teca para votação nominal e também questionou o regime de urgência para a concessão do título e as razões para a homenagem a Flávio Bolsonaro.
No final da sessão, Allan Pierre e Leonardo Dias travaram um bate-boca mais duro.
Ao agradecer ao Plenário pela aprovação do título, “vencido o chororô de Allan Pierre e dos que foram contra”, Dias afirmou que, hoje, se fez a vontade do colegiado. Em um momento do discurso, o vereador criticou o MDB dos Calheiros e seu “coronelismo que há anos vem escravizando a nossa população”.
Allan Pierre respondeu afirmando que Dias usa dois pesos e duas medidas, “por não lembrar que foi candidato a vice-governador do ex-presidente Fernando Collor, que sofreu impeachment e está em prisão domiciliar, e é presidido, no PL, por Valdemar da Costa Neto, preso no mensalão”.
Em "réplica", Dias disse que jamais escondeu ter sido vice de Collor e afirmou que o ex-presidente só está preso hoje “pelo que ele defendeu na campanha de 2022, sendo o único preso da Lava Jato”.
“Meu eleitor entendeu tão bem a missão que cumpri em 2022 que, em 2020, fui eleito com 3.777 votos e, em 2024, fui reeleito com 10.274 votos”, destacou, completando:
“Jamais fui acusado de qualquer coisa, nem mesmo de ser estelionatário".
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Confira o vídeo completo da sessão:
https://www.youtube.com/live/r9CuBjc9dEE?si=hRQEzjEK45lmHSiW
