Na quinta-feira (19), dia em que a Defensoria Pública do Estado de Alagoas (DPE/AL) ingressou com uma ação civil pública para retirar o nome Fernandes Lima de todos os logradouros públicos da capital, vereadores reagiram afirmando que essa é uma atribuição da Câmara Municipal de Maceió.
O defensor público Othoniel Pinheiro, coordenador do Núcleo de Proteção Coletiva da Defensoria, explica que a mudança representa é uma medida de reparação histórica, uma vez que Fernandes Lima é apontado como um dos participantes da Quebra de Xangô, episódio de violência e intolerância religiosa ocorrido mais de um século atrás.
Na sessão de ontem, em uma breve “aula de história”, o vereador Rui Palmeira defendeu que “se formos começar a ‘desomenagear’ personalidades alagoanas e brasileiras pelos seus defeitos, teremos que mudar o nome de quase tudo”, a exemplo de Getúlio Vargas; General de Góes Monteiro; Marechal Floriano Peixoto; e Marechal Deodoro da Fonseca: “Não vai sobrar um”.
Já Leonardo Dias reforçou que a Câmara é o local para discussão do assunto e não a Defensoria Pública: “Se Othoniel quer mudar o nome da Fernandes Lima, ele tem que ser candidato, ter mais voto do que teve em 2018 e poder propor esse projeto de lei de mudança do nome de rua”, alfinetou.
Dias sugeriu que o debate sobre o assunto seja feito na Casa Legislativa e não no Judiciário, “somente porque o defensor não teve voto suficiente para se eleger”.
A Câmara Municipal de Maceió deve realizar uma audiência pública sobre o assunto.
