Disputar o governo, o Senado, ou permanecer no cargo passa por uma série de avaliações do prefeito de Maceió, JHC, segundo interlocutores.

Para concorrer ao governo, ele precisaria de uma estrutura robusta de campanha. Se um candidato a deputado federal gastará em torno de R$ 25 milhões, segundo gente do meio, calcula-se que, para o Executivo, o valor ultrapasse os R$ 100 milhões.

A escolha de um partido, de acordo com essa análise, também depende do tempo de televisão no horário eleitoral gratuito, das federações partidárias, das coligações e dos recursos do fundo eleitoral.

A disputa pelo Senado, aparentemente, teria como facilitador o fato de o eleitor poder votar em dois candidatos.  

Ainda assim, trata-se de uma eleição majoritária, na qual recursos e tempo de propaganda também são determinantes.

Outro ponto é que a saída do PL fez com que JHC perdesse a legenda com a maior fatia do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e o maior tempo individual de propaganda eleitoral.

Nesse quesito, o PSDB, que se dispôs a filiá-lo e entregar a presidência estadual, aparece na 10ª posição em fundo eleitoral e na 13ª em tempo de propaganda.

O MDB ocupa o sexto lugar em ambos. Já o DC figura entre os últimos, com acesso reduzido aos recursos, ao lado de outros partidos considerados “nanicos”.

A divisão do tempo de rádio e televisão, assim como do fundo eleitoral para 2026, é feita inicialmente com base na configuração atual das bancadas federais eleitas em 2022.

O prefeito tem muito no que pensar antes de decidir seu futuro político. A contagem regressiva já começou: o prazo para deixar o cargo termina em 4 de abril, um sábado.