O elefante-marinho que vinha sendo monitorado desde a última quinta-feira (12), quando apareceu na faixa de areia de Barra de Santo Antônio, no Litoral Norte de Alagoas, foi visto em Maceió na manhã desta quarta-feira (18). Após percorrer o litoral, o animal foi registrado por moradores enquanto descansava próximo ao mar, em uma das praias da capital.
De acordo com a Autarquia Municipal de Desenvolvimento Sustentável (Alurb), o mamífero percorreu mais de 30 quilômetros até chegar à capital alagoana. Durante a terça-feira (17), ele também foi visto por um curto período em Paripueira.
O órgão reforça o alerta para que banhistas não se aproximem do animal e nem tentem tocar, alimentar ou interagir. Segundo a Alurb, esse tipo de comportamento pode provocar estresse e desconforto ao elefante-marinho.
A área ao redor do animal deve respeitar um isolamento entre 20 e 30 metros. O descumprimento pode resultar em multa de até R$ 5 mil.
No último domingo (15), o animal já havia sido alvo de interferência humana, quando um banhista tentou alimentá-lo. Imagens mostram o desconforto do elefante-marinho, que retorna ao mar logo em seguida.
Troca de pele exige isolamento e reforça alerta contra aproximação
Segundo o biólogo Bruno Stefanis, diretor do Instituto Biota, o animal passa por um processo natural de troca de pele, que pode durar de uma a quatro semanas. Nesse período, é comum que ele permaneça mais afastado.
“Nosso principal desafio neste momento é a interação humana. É fundamental respeitar os limites entre pessoas e um animal selvagem. Além de sensíveis a doenças, esses animais podem causar ferimentos graves se se sentirem ameaçados”, explicou.
O isolamento do elefante-marinho seguirá sendo mantido com apoio da prefeitura. Além do risco de estresse, a aproximação indevida pode favorecer a transmissão de doenças e provocar acidentes, já que o animal possui mordida forte.
Stefanis reforça que o animal não está encalhado e não precisa de intervenção. “Ele está apenas descansando e economizando energia para concluir a troca de pelagem, um processo essencial antes de retornar à sua área de origem. A recomendação é observar de longe e não interferir”, destacou.
