A Polícia Civil de Alagoas (PC/AL) informou, em nota divulgada na manhã desta sexta-feira (13), que concluiu o inquérito que apura a morte de Cláudia Pollyane Farias de Sant Anna, de 41 anos, e o encaminhou ao Poder Judiciário. Segundo a corporação, o relatório final inclui os laudos técnicos produzidos pelo Instituto de Criminalística.
A manifestação ocorre após a Justiça determinar o retorno dos autos à PC. A decisão foi tomada depois que o Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) apontou a ausência de elementos considerados essenciais para o avanço da ação penal, entre eles laudos técnicos e esclarecimentos sobre pontos centrais da investigação. O prazo fixado para o cumprimento das diligências foi de 15 dias.
De acordo com o MPAL, o inquérito anteriormente remetido, em dezembro de 2025, apresentava lacunas que inviabilizavam o oferecimento de uma denúncia consistente. O órgão destacou a falta de perícias e de uma conclusão clara sobre a dinâmica dos fatos, o que comprometeria tanto a definição das possíveis penas quanto a sustentação jurídica da acusação.
No despacho, a juíza Fabíola Melo Feijão havia determinado que a autoridade policial cumprisse as providências dentro do prazo estabelecido e, caso necessário, reiterasse as requisições pendentes. Concluída essa etapa, o procedimento seria novamente submetido ao MPAL para análise.
Veja nota da PC na íntegra:
“A Polícia Civil, por meio da Comissão designada pelo Delegado-Geral, informa que o inquérito policial que apura a morte de Cláudia Pollyane Farias de Sant Anna, de 41 anos, foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário, com relatório final contendo os laudos técnicos enviados pelo Instituto de Criminalística.
A Polícia Civil preza pela transparência e a responsabilidade na divulgação de informações oficiais, que são repassadas exclusivamente por meio dos canais oficiais da instituição.”
O caso
Cláudia Pollyanne morreu no dia 9 de agosto do ano passado, em uma clínica de reabilitação para dependentes químicos em Marechal Deodoro, na Região Metropolitana de Maceió. O caso ganhou repercussão após familiares e amigos serem informados, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município, que o corpo apresentava hematomas e sinais de violência.
Em decorrência das denúncias, a clínica foi interditada e o proprietário do estabelecimento, Maurício Anchieta de Souza, foi indiciado por homicídio doloso.










