A arma utilizada no assassinato do coordenador das categorias de base do CRB, Johanisson Carlos Lima Costa, conhecido como Joba, foi identificada pela Polícia Científica de Alagoas após exame de confronto balístico realizado no Instituto de Criminalística de Maceió. A perícia apontou que o disparo que matou a vítima partiu de um revólver calibre 38.

O exame foi feito a partir do confronto entre o projétil recolhido no Instituto Médico Legal Estácio de Lima e três armas de fogo apreendidas durante diligências da polícia: uma pistola e dois revólveres. O material foi encaminhado ao setor de balística da Polícia Científica pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pela investigação.

Segundo a perita criminal que conduziu a análise, foram produzidos padrões balísticos das três armas, que depois passaram por comparação em microcomparador. O resultado confirmou a compatibilidade entre o projétil encontrado no corpo da vítima e um dos revólveres calibre 38. O laudo técnico já foi remetido à DHPP e reforça o conjunto de provas do inquérito.

O crime ocorreu na manhã da sexta-feira (23), no bairro Santa Lúcia, em Maceió. Johanisson foi atacado ao sair de casa. Após o disparo, o autor fugiu inicialmente de bicicleta e, em seguida, contou com o apoio de uma motocicleta para deixar a região.

Dois dias depois, no domingo (25), uma operação da Polícia Militar no bairro do Clima Bom localizou o executor e outros dois suspeitos de envolvimento no homicídio. De acordo com a PM, houve reação à abordagem e troca de tiros. Os três foram socorridos ao Hospital Geral do Estado (HGE), mas não resistiram.

Em coletiva, a delegada Tacyane Ribeiro, coordenadora da DHPP, informou que as investigações indicam que o homicídio foi premeditado e teve motivação passional. Segundo a polícia, o crime teria sido planejado desde dezembro de 2025, com a promessa de pagamento de R$ 10 mil ao executor. Ao todo, cinco pessoas teriam participado da ação, incluindo o mandante e um homem que deu apoio à fuga, ambos presos.

Além da identificação da arma usada no assassinato, a Polícia Científica informou que novos exames periciais serão realizados para verificar se o revólver calibre 38 e as outras armas apreendidas podem ter sido utilizadas em outros crimes. Os projéteis e padrões balísticos também serão inseridos no Sistema Nacional de Análise Balística (SINAB), permitindo o cruzamento de informações em nível nacional.

Apontado como mandante tem prisão mantida pela Justiça

A Justiça de Alagoas manteve, na terça-feira (27), a prisão preventiva de Ruan Carlos Ferreira de Lima Albuquerque, apontado pela Polícia Civil como o mandante do assassinato de Johanisson, conhecido como Joba. A decisão foi tomada durante audiência de custódia, em meio ao avanço das investigações.

Ruan se apresentou à DHPP na noite de segunda-feira (26), acompanhado de advogado, após ter deixado o estado logo depois do crime e retornado dias depois. Durante a audiência, o juiz Yulli Roter ouviu o Ministério Público e a defesa e decidiu manter a custódia. A defesa alegou que a prisão é desproporcional e solicitou que o investigado permaneça em cela separada.

A Polícia Civil também reforçou que não há indícios de participação da ex-esposa da vítima no crime. De acordo com a linha investigativa, o assassinato teria sido motivado por ciúmes. O executor, identificado como Raul Silva de Melo, de 27 anos, morreu no confronto com a polícia no domingo (25). 

Outros dois suspeitos também morreram na mesma ação. Já o homem que aparece em imagens dando apoio à fuga em uma motocicleta foi identificado como Symeone Batista dos Santos, que foi preso, confessou participação e segue detido.

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*Com informações da assessoria