O homem apontado pela polícia como responsável por contratar o assassinato do funcionário do CRB, Johanisson Carlos Lima Costa, conhecido como Joba, decidiu não prestar depoimento durante o interrogatório na Polícia Civil. A informação foi confirmada pela delegada Tacyane Ribeiro, responsável pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Apesar do silêncio na esfera policial, Ruan Carlos Ferreira de Lima Albuquerque divulgou, nas redes sociais, um áudio em que pede orações e perdão.

Joba, que atuava como supervisor das categorias de base do CRB, foi morto com um disparo na cabeça na última sexta-feira (23), no bairro Santa Lúcia. De acordo com as investigações, o crime teria motivação passional. Um dos suspeitos presos relatou que Ruan Carlos teria oferecido a quantia de R$ 10 mil para a execução, movido por ciúmes, já que a vítima mantinha um relacionamento com sua ex-companheira.

Na gravação divulgada, Ruan Carlos não admite ser o mandante do homicídio, mas afirma viver um “momento difícil”. Ele pede desculpas à comunidade onde cresceu e aos fiéis da igreja que frequenta, dizendo sentir vergonha pelo que classificou como uma “mancha” para a comunidade, a igreja e o município de Rio Largo.

O áudio circulou enquanto ele ainda era considerado foragido. Ruan Carlos se apresentou à polícia na noite da segunda-feira (26). Seu advogado, Napoleão Lima Júnior, declarou que o cliente nega qualquer participação no crime. Atualmente, Ruan está detido na Central de Flagrantes, em Maceió, e nesta terça-feira (27) passará por audiência de custódia no fórum do Barro Duro, quando a Justiça decidirá se ele permanecerá preso ou responderá ao processo em liberdade.

Segundo a Polícia Civil, o caso está esclarecido, e Ruan Carlos é apontado como o mandante do homicídio. O autor do disparo, Raul Silva de Melo, de 27 anos, morreu em confronto com a polícia no bairro Clima Bom, no domingo (25), assim como os supostos cúmplices José Cícero Aprígio da Silva, também de 27 anos, e Ana Tássia da Silva Santos, de 28. O único envolvido que permanece preso é Symeone Batista dos Santos, responsável por conduzir o atirador até a vítima e que indicou Ruan Carlos como mandante do crime.