Arte/Jornal da USP
O exercício do jornalismo em Alagoas enfrenta um inimigo silencioso, mas extremamente voraz: o plágio descarado. O caso mais recente envolve o site "Política Alagoana", que novamente ignora as leis de direitos autorais e a ética profissional ao se apropriar indevidamente de produções intelectuais alheias.
Desta vez, o alvo foi o projeto “O Caminho da Arte”, uma pauta trabalhada por mim (Edmílson Teixeira) com rigor técnico para destacar o potencial turístico e cultural entre os municípios de Cajueiro e Capela, no Vale do Paraíba. Sem qualquer pudor ou pedido de autorização, o referido site replicou nesta segunda-feira, o conteúdo como se fosse próprio. Essa matéria foi postada por mim no último domingo, 18, em meu Blog aqui no Cada Minuto, como também na minha plataforma digital.
O que torna a prática ainda mais grave não é apenas a ausência de crédito (o que já seria uma infração ética), mas o caráter mercantilista da ação. O "Política Alagoana" não apenas "compartilha" notícias; ele vende espaço e visibilidade utilizando o suor e o talento de jornalistas de formação acadêmica que não recebem um centavo por sua produção original. Mandei essa minha bronca para o e-mail do tal de “Política Alagoana” cobrando meus direitos, já que o contato telefônico ninguém atende, só existe de fachada.
"É inadmissível que um grupo de pessoas, sob o manto de 'jornalistas', utilize o trabalho alheio como mercadoria. O jornalismo exige apuração, sensibilidade e técnica. O que vemos aqui é parasitismo digital puramente comercial."
Medidas cabíveis e o papel do Sindicato
Diante da reincidência, comuniquei na manhã desta segunda-feira, 19, ao jornalista Alexandre Lino, presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Alagoas (Sindjornal), A expectativa é que medidas rigorosas sejam adotadas para coibir esse comportamento que desvaloriza a classe.
Não se trata apenas de "vaidade" pelo nome na matéria, mas de Direito Autoral. A apropriação de conteúdo sem a devida vênia ou pagamento é crime e deve ser tratada nas esferas jurídica e administrativa.
O recado é claro: O jornalismo de Alagoas não pode ser terra sem lei. O respeito ao profissional que vai a campo, pesquisa e escreve é o mínimo que se espera de quem se propõe a informar.
Veja a matéria abaixo:











