O inquérito que investiga a morte da esteticista Claudia Pollyanne, de 41 anos, ocorrida em uma clínica clandestina de reabilitação no município de Marechal Deodoro, deve ser concluído até o fim da próxima semana, segundo o advogado da Comissão de Amigos de Claudia, Napoleão Lima Júnior. Após a conclusão, o documento será remetido ao Ministério Público de Alagoas (MPAL) para parecer e, posteriormente, ao Poder Judiciário.

O advogado apontou que Mauricio Anchieta e sua esposa, Jéssica Conceição, proprietários da clínica, devem responder pelos crimes de homicídio doloso, tortura e maus-tratos, com agravantes devido à vulnerabilidade das vítimas e à obrigação legal do casal como responsáveis pelo local. 

Ele também não descarta que funcionários e outros profissionais ligados à clínica respondam pelos crimes de forma comissiva ou omissiva. Além disso, Napoleão Lima Júnior ainda pretende solicitar ao MPAL sua nomeação como assistente de acusação durante o processo. 

Segundo o advogado, o laudo do Instituto Médico Legal (IML) foi fundamental para esclarecer a causa da morte de Claudia. O documento aponta indícios de agressões e intoxicação medicamentosa. Entre as marcas mais recentes, destacam-se lesões na face, incluindo uma extensa equimose no olho direito, compatível com impacto de instrumento contundente.

Enquanto isso, Mauricio Anchieta permanece alvo de um inquérito paralelo, investigado por suspeita de maus-tratos e estupro contra internos da clínica. Ele foi preso na última sexta-feira (22) em um motel no bairro de Guaxuma, em Maceió, e conduzido ao Complexo de Delegacias (Code), na Mangabeiras. A esposa dele havia sido presa em flagrante na semana anterior, dia 15.

A comissão que investiga a morte da esteticista é formada pelas delegadas Ana Luiza Nogueira, Juliane Santos, Maria Eduarda e Liana França, designada após reunião da Comissão de Amigos de Claudia Pollyanne com o delegado-geral da Polícia Civil, Gustavo Xavier.

"A Comissão de Amigos de Claudia Pollyanne está sendo fundamental neste processo. Ajuda a polícia de forma contínua para os esclarecimentos necessários serem feitos e que os culpados, de maneira direta ou indireta, paguem no rigor da lei", afirmou Napoleão Lima Júnior.