Atualizada às 11h41

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (26), a operação “Mercado de Dados” com o objetivo de desmantelar organizações criminosas no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em Alagoas. Os servidores alvos estão sendo investigados pela venda de dados de brasileiros.

Com 29 mandados de busca e 18 mandados de prisão preventiva, os agentes saíram às ruas dos estados de Alagoas, Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Pará, Paraná e no Distrito Federal, para cumprir os pedidos.

Em Alagoas, houve dois mandados de prisão: um foi cumprido e o outro não, pois a pessoa se encontra no exterior.

Segundo a PF, as investigações tiveram início em setembro de 2023 e revelaram que as organizações são compostas por hackers, que utilizam de meios avançados para entrar diretamente nos sistemas de dados do INSS. Além dos invasores, as equipes também contam com servidores que comercializavam as credenciais de acesso aos sistemas e pessoas que vendiam os dados dos beneficiários a quem tivesse interesse. 

Dentre os alvos dos mandados, um deles é o hacker – que já foi investigado pela Polícia Federal e é conhecido como um dos mais habilidosos invasores de sistemas informatizados do Brasil.

A PF apurou que ele conseguia burlar o método de login com autenticação multifator, alterar os níveis de acesso das credenciais dos servidores do INSS e até mesmo usar o certificado digital desses servidores. Três funcionários e um estagiário do INSS também são alvos da operação.

A Justiça também determinou o sequestro de 24 imóveis pertencentes aos integrantes do grupo, bem como o bloqueio dos recursos financeiros existentes nas contas bancárias por eles usadas até o valor de R$ 34 milhões.

Os envolvidos responderão por organização criminosa, corrupção, invasão de dispositivos informáticos, violação de sigilo funcional, obtenção e comercialização de dados sigilos e lavagem de capitais, com penas que, se somadas, podem chegar a mais de 15 anos de prisão.

 

*Com CNN Brasil