A inflação na Argentina caiu pela metade de abril para maio, atingindo alta de 4,2%, segundo dados do Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (INDEC, na sigla em espanhol) publicados nesta quinta-feira (13). Em abril, o índice havia subido 8,8%.
Segundo o INDEC, o setor Comunicação (8,2%) teve a maior variação em maio. Na sequência aparecem Educação (7,6%), Bebidas Alcoólicas e Tabaco (6,7%) e Restaurantes e Hotéis (5,5%).
Luiz Caputo, ministro da Economia da Argentina, afirmou que o resultado aprofunda o processo de desinflação do país.
“A média trimestral móvel da variação do índice chegou ao nível mais baixo desde julho de 2023”, escreveu em seu perfil na rede social X.
Governo aprova mega projeto de lei no Senado
O resultado vem um dia depois de o Senado aprovar o megaprojeto de lei proposto por Javier Milei após horas de debate entre os parlamentares e confrontes entre manifestantes e policiais.
Agora, o texto volta à Câmara, que já havia aprovado uma versão anterior do projeto, pois houve alterações no Senado.
Ele dá poderes especiais para Milei governar por decreto em diversas áreas, permite a dissolução de organismos públicos e privatizações de estatais, altera leis trabalhistas e dá incentivos fiscais para empresas estrangeiras que queiram investir no país.
A “Lei de Bases e Pontos de Partida para a Liberdade dos Argentinos”, também conhecido como megaprojeto de lei, foi apresentado nos primeiros dias do governo de Javier Milei.
O documento original possuía 664 artigos. Depois de muita articulação política e debate, a Câmara aprovou um texto com 232 artigos, quase um terço do projeto original.
O pacote inclui diversas modificações e medidas, incluindo a declaração de “emergência pública em questões administrativas, econômicas, financeiras e energéticas pelo período de um ano”.
A medida daria a possibilidade ao Poder Executivo para legislar nessas áreas sem precisar passar pelo Congresso.
Entretanto, o governo teve que ceder novamente em relação a alguns pontos para que ele fosse analisado pelo Senado.
A Aerolíneas Argentinas, Radio y Televisión Argentina (RTA) e Correo Argentino foram excluídas das empresas públicas viáveis para privatização.










