A policial militar do Estado de São Paulo, Waldirene Araújo da Silva, e seu irmão, Salustiano Araújo da Silva, enfrentarão novamente o júri popular nesta sexta-feira (24), acusados do assassinato do proprietário rural Antônio Castro de Araújo, que era tio dos réus.

O crime aconteceu no município de Tanque d’Arca, em 7 de março de 2013. Ambos foram condenados a mais de 41 anos de prisão depois que o Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) os acusou de homicídio triplamente qualificado.

Entretanto, com a anulação do júri, Waldirene e Salustiano serão novamente julgados, e o promotor de Justiça, Edelzito Andrade, irá acusá-los de homicídio por motivos torpes, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima.

 

O Crime

Segundo o promotor Edelzito, Antônio Castro de Araújo foi morto após uma discussão com os sobrinhos, que queriam reaver uma terra vendida pela mãe deles, irmã de Antônio, que havia se arrependido da transação. 

A disputa pela terra foi levada à justiça e, antes da decisão judicial, Waldirene e Salustiano procuraram o tio para exigir a devolução da propriedade. A discussão escalou, culminando no assassinato de Antônio com vários golpes de faca e pauladas.

 

O Primeiro Julgamento

Em 8 de novembro de 2017, os irmãos foram condenados pelo conselho de sentença. Salustiano Araújo da Silva foi sentenciado a 22 anos e 6 meses de prisão, enquanto Waldirene Araújo da Silva recebeu uma pena de 19 anos, 5 meses e 14 dias de prisão. O júri ocorreu na cidade de Anadia, cuja comarca inclui o município de Tanque d’Arca.

Entretanto, em outubro de 2018, o Poder Judiciário, ao analisar um recurso interposto pelos réus, anulou o julgamento e transferiu o novo júri para a capital, Maceió.

 

Novo Julgamento

Desde as 8h30 desta manhã, o promotor de Justiça Edelzito Andrade está representando o MPAL na acusação. Ele acusa Waldirene Araújo da Silva e Salustiano Araújo da Silva de homicídio, com as qualificadoras de motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima.

O júri acontece no salão da 8ª Vara Criminal da capital, localizado no Fórum Desembargador Jairon Maia Fernandes, no Barro Duro.]

 

*Com Ascom MPAL