O novo presidente a Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira Fernandes, tomou posse nesta quinta-feira. Servidor público do órgão, ele é aliado do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) e foi apontado para o cargo pelo Centrão. Ele indicou que a mudança na presidência do banco representa uma melhora no "diálogo" entre o governo e o Congresso.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva demitiu Rita Serrano para ampliar a base de apoio no Congresso.

“ A imprensa tanto destacou esse processo de transição na Caixa. Tão importante esse papel da imprensa nacional, porque ela ressalta dois aspectos: primeiro, que não se faz democracia sem diálogo. E o segundo aspecto é que ela (a imprensa) percebeu que o diálogo ocorrido entre o Legislativo e o Executivo é para o bem do Brasil”, declarou, em seu discurso de posse.

A cerimônia de posse de Fernandes destoa da que oficializou a antecessora, Rita Serrano, em 12 de janeiro, no comando do banco estatal. Naquela ocasião, Lula e Haddad estiveram presentes. Um forte esquema de segurança havia sido montado na Caixa Cultural Brasília, onde as duas solenidades foram realizadas.

Desta vez, o responsável pelo ato simbólico foi Dario Durigan, secretário-executivo do Ministério da Fazenda. Durante a cerimônia, o número 2 do ministério tentou justificar a ausência do titular. 

“O ministro Fernando Haddad foi chamado pelo presidente. Então, ele pede desculpas e venho trazer algumas breves palavras em nome dele”, disse Durigan.

No mesmo horário, Haddad priorizou uma reunião com Lula, o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, e o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa. O encontro não estava previsto na agenda do titular da Fazenda. Segundo Haddad, o encontro tratou de investimentos e criação de empregos de 2024 a 2028.

 

*com Agências