Os dados disponibilizados via egestorab.saude.gov.br, do Ministério da Saúde, referentes ao mês de março deste ano, são assustadores. E de acordo com especialistas, parecem ''perversidade, ato proposital''.
O descaso com a atenção básica por parte da gestão de Maceió pode levar ao colapso da saúde, uma vez que o cidadão, sem o atendimento inicial, corre o risco de precisar do atendimento de alta complexidade para problemas de coração, diabetes, hipertensão, entre outros.
Os números não mentem.
A Cobertura de Atenção Primária à Saúde no Estado de Alagoas nos 102 municípios mostra Maceió na última colocação. 60 municípios, casos de Ouro Branco e Água Branca, no Sertão, tiveram uma cobertura de 100%.
E enquanto cerca de 30 outros municípios atingiram mais de 90%, Maceió, com pouco mais de 1 milhão de habitantes, chegou somente a 31,05% de cobertura, ficando, repito, na ‘rabeira’.
Entre as capitais os números também são desastrosos.
Enquanto Belo Horizonte, com mais de 2 milhões de habitantes alcançou 100% e Palmas, no Tocantins, ficou com 97,07%; e no Nordeste, Teresina, com cerca de 871 mil habitantes, Aracaju, com 672 mil habitantes, atingiram mais de 90% de cobertura, Maceió chegou a 31,05%.
Quero acreditar que o prefeito de Maceió JHC (PL) ainda não tomou conhecimento desses números, ou que eles foram escondidos.
