A sede da Fundação Nacional de Saúde em Alagoas foi palco de um ato contra a MP 1.165/2023 que extingue a entidade. Servidores, aposentados e representantes indígenas se colocaram contra o fim da instituição que, desde 1991, é referência na promoção do saneamento e viabilizou importantes ações e obras para a população brasileira.

O ato em Alagoas faz parte de uma movimentação que acontece em todas as sedes das superintendências da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) no Brasil, sob o lema “Reestruturação sim, Extinção não”. Durante o evento os servidores lembraram da importância da Funasa na promoção e proteção à saúde, formulando, implementando e fomentando ações e soluções de saneamento para prevenção e controle de doenças.

Ainda em Alagoas o Sindicato dos servidores públicos federais ( Sindsep-AL) se fez presente, junto com outras entidades como a Associação dos Servidores da Funasa, que foi representada pelo seu presidente, Lindinalvo Ignacio.

“A Funasa prestou relevantes serviços à comunidade em Alagoas e em todo Brasil, é com tristeza que a gente recebe essa notícia, eu nunca imaginei que depois de todos esses serviços prestados seríamos extintos, eu só espero que Deus nos proteja e isso seja revertido” explicou Lindinalvo.

O médico João Camurça, servidor histórico da Fundação Nacional de Saúde em Alagoas, lembrou a história da instituição, desde a criação da Fundação Serviço de Saúde Pública – F.SESP até sua junção com a Superintendência de Campanhas de Saúde Pública - SUCAM. “Vivemos um momento triste para a história da saúde pública de nosso país, onde 80 anos vai para o ralo de uma hora para a outra, terminando o trabalho das instituições mais respeitadas na área de saúde que o Brasil já conheceu”.

Quem também esteve presente na sede da Funasa em Alagoas foi o cacique Natuie, da tribo Tingui Botó, ele estava acompanhado de outros representantes indígenas e além de fazer uma oração e uma dança típica prestou solidariedade aos servidores e disse que iria rezar para que a extinção fosse revertida. 

“Estou aqui para defender todos vocês nessa luta, porque a Funasa fez e ainda faz parte da história na saúde indígena, e eu nunca vou esquecer o empenho de todos quando atendia meu povo” explicou o cacique

O superintendente da Funasa em Alagoas, Rogério Teixeira, também se fez presente ao lado dos servidores e ressaltou que a Funasa deve ser fortalecida, e não extinta, por conta de sua importância estratégica para o saneamento básico, melhorando as condições de saúde da população, e ajudando a combater a exclusão social.

Após as orações do cacique Natuie, e das manifestações de diversos servidores, os presentes fizeram um abraço simbólico ao prédio da Funasa em Alagoas e entoaram as palavras “Reestruturação sim, Extinção não”.