O médico Marcos Ramalho, candidato a deputado federal nas eleições de outubro, vem falando sobre a importância do Sistema Único de Saúde em todas as suas falas, durante encontros, caminhadas, entrevistas e bate-papos com eleitores. Defensor combativo do que ele chama de "maior conquista dos brasileiros na área de assistência em Saúde", ele fala com propriedade, já que a vida inteira dependeu da saúde pública, foi aluno cotista de Medicina numa universidade também pública e fez residência médica no maior hospital de emergência de Alagoas, o HGE.
Durante a pandemia da Covid-19 no Brasil, o SUS, que era visto de forma depreciativa por parte da população, virou uma das únicas armas de combate ao vírus, sendo inclusive, através dele, que se deu o acesso e a distribuição das vacinas, ajudando a salvar milhões de vidas em todo país. "Eu assumi como secretário Executivo da Saúde em Alagoas no início da pandemia. Fui médico da linha de frente, definindo protocolos, junto a uma equipe de especialistas, ajustando fluxos, abrindo leitos e novos hospitais, criando condições de atendimento à população alagoana. Tudo isso graças ao SUS. Por isso me coloco como mais um soldado desse sistema, tenho uma militância em sua defesa e isso está no centro das minhas propostas como deputado federal", esclarece Ramalho.
O Artigo 196 da Constituição de 1988 é bastante claro, não deixa dúvidas para qualquer crítico ou detrator do Sistema: "A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação". Marcos Ramalho explica ainda que outras leis foram sendo aprovadas, ao longo do tempo, para detalhar o funcionamento do SUS. "Mas ele foi criado para transformar o texto constitucional em ação de impacto social, garantindo a qualquer cidadão, em todas as regiões do nosso país, o direito à assistência médica, o direito à saúde pública e gratuita. Não se trata de um favor ao povo brasileiro, é um direito assegurado", lembra o médico que até hoje atende pacientes do SUS.
Para funcionar a contento, atendendo cerca de 150 milhões de pessoas nas cinco regiões do país, o Sistema Único de Saúde precisa assegurar verbas e apostar na gestão profissional e técnica desses recursos. Quem vota o orçamento federal, portanto, a destinação desses repasses, é o Congresso Nacional. "Por isso insisto em cada fala minha ao longo dos últimos meses, que precisamos eleger deputados e senadores que lutem a favor do SUS, que estejam comprometidos em melhorar seu funcionamento, tornando cada vez mais um sistema inclusivo e democrático", assegura Marcos Ramalho.
Destaque Nacional - Além de ter sido um dos responsáveis por transformar Alagoas no Estado brasileiro que melhor combateu a pandemia, atestado por uma entidade de prestígio internacional, a Fundação Bill e Melinda Gates, considerando o índice de mortes a cada 100 mil habitantes, o médico Marcos Ramalho acabou de ser destaque numa matéria da rede de televisão CNN Brasil, sobre os avanços do SUS no país.
A matéria mostrou o trabalho pioneiro do SUS em Alagoas, na implementação do Ambulatório de Hormônio Transição, que assegura assistência médica e dignidade a pessoas trans em Alagoas. Com uma equipe multidisciplinar, o ambulatório garante um tratamento integral aos pacientes. "Fui o primeiro médico do ambulatório e tenho uma atenção especial ao serviço, que ajuda na hormonização, transição e auxilia no tratamento de outras patologias, numa ação inclusiva e humana que apóia pessoas que precisam de atenção", diz Ramalho.
Nas comemorações do aniversário do SUS, nunca é demais lembrar que as ações e serviços públicos de saúde assegurados pela Constituição de 1988, integram uma rede regionalizada, constituindo um sistema único, diferente do que ocorre em outras partes do mundo, incluindo países mais desenvolvidos economicamente. O nosso sistema, que não pode sofrer qualquer ameaça de retrocesso, prevê a descentralização da assistência, o atendimento integral e a participação efetiva da comunidade. "Um povo saudável é um povo livre, capaz de lutar por seus direitos e escolher de forma democrática seus representantes. É nisso que acredito, essa é a minha luta", conclui Marcos Ramalho.
