Nesse domingo (10), a morte do guarda municipal e tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT), Marcelo Arruda, que foi atingido por tiros quando comemorava o aniversário, em Foz do Iguaçu, no Paraná, repercutiu em todo país. Ao Cada Minuto, o presidente do partido em Alagoas, Ricardo Barbosa, afirmou que o Brasil está no "no ápice da barbárie". O PT, junto com outros partidos da federação, querem uma reunião com o Governo do Estado para tratar das eleições.
Segundo ele, enquanto dirigente político, se posicionar nesse momento é uma obrigação. "É um processo de ódio que se iniciou na política, creio eu, em 2014 quando o candidato derrotado Aécio Neves não aceitou o resultado das eleições e tudo caminhou para deixar o debate democrático e se partir para as agressões político-jurídicas", disse.
O presidente do partido em Alagoas cita o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, a perseguição de petistas e a prisão de Lula como uma conotação pra se chegar a um resultado.
"Isso foi se agravando e, com o governo Bolsonaro, um governo e um presidente que não faz questão nenhuma de esconder o seu amor às armas e à violência. Agora, os seus seguidores estão trocando o debate democrático pela violência propriamente dita e assassinatos".
Para o político, esse processo agora se agrava e pode piorar se os dirigentes políticos e forças políticas envolvidas nesse processo como um todo, tanto de um lado como de outro não se posicionem, inclusive o próprio poder público.
Reunião com dirigentes políticos
Ricardo comenta que hoje (11), o PT, juntamente com os outros partidos que fazem parte da federação, como PV, PCdoB, irão provocar a secretária estadual de direitos humanos, Maria José, no sentido de que seja agendada imediatamente uma reunião com o Governo do Estado pra tratar das eleições em Alagoas.
"Gostaria que nessa reunião estivessem participando todas as representações políticas no sentido de celebrar um pacto. Acabar com as divergências é impossível, pois elas são o motor da política, mas as divergências no campo democrático sendo compreendida como uma necessidade de superação através de debates e não das armas, das agressões, dos assassinatos e da morte", declara.
Ele destaca que, em 2006, quando era candidato a Governador do Estado, os candidatos à época já temiam por alguma violência que pudesse existir no processo eleitoral e houve uma reunião como essa. "Isso precisa acontecer aqui em Alagoas urgente".
"É necessária uma reunião com o governador do estado, suas secretarias, secretaria de direitos humanos, as secretarias que envolvam a segurança pública da Polícia Militar, a Polícia Civil, para pactuar uma situação onde o debate político seja privilegiado em relação as agressões físicas que já vem acontecendo", conclui.
*Estagiária sob a supervisão da editoria
