Das grandes surpresas das mudanças partidárias na janela da infidelidade, destaque para a ida do deputado Sérgio Toledo para o PV. Ele havia sido vetado no MDB, para onde tentou migrar.
Bolsonarista explícito, o parlamentar será candidato à reeleição pela federação partidária formada pelo PT, PC do B e PV.
Só que, a princípio, a prioridade do grupo seria a reeleição do petista Paulão, um parlamentar atuante e, de fato, familiarizado com Lula, o candidato a presidente pelo partido e pela mesma federação.
Se o coletivo só fizer um federal, a expectativa de agora é de que para chegar à frente de Toledo, Paulão vai ter de tirar uma diferença de quase 40 mil votos.
A comparação, a única possível, é com a eleição de 2018: Sérgio Toledo teve mais de 98 mil votos para a Câmara Federal; Paulão menos de 61 mil votos, a grande maioria, de opinião (que vale tanto quanto o do milhão).
Toledo foi parar entre os verdes por conta de um embate entre Marcelo Victor e o senador Renan Calheiros, que não aceitou a formação da chapa da tal federação - que havia sido montada visando a reeleição de Paulão.
O senador não gostou. Por quê? Quem há de saber?
Resultado: Sérgio Toledo foi para o grupo à esquerda, para buscar os votos de redutos eleitorais, que tradicionalmente tem.
Por causa do quociente eleitoral para deputado federal, o deputado ex-PL pode ser o que falta para eleição de Paulão ou será seu maior adversário.
A solução?
A federação reeleger os dois deputados.
O que, convenhamos, não é nada fácil.
