Após um primeiro trimestre positivo para os ativos domésticos, o dólar seguiu sua trajetória de queda enquanto a Bolsa teve forte alta nesta sexta-feira (1º). No pregão, investidores repercutiram a divulgação de dados do mercado de trabalho nos Estados Unidos abaixo do esperado.
A moeda americana terminou com baixa de 1,94%, negociada em R$ 4,6668, após atingir a mínima de R$ 4,6623. Este é o menor valor de fechamento desde o pregão de 10 de março de 2020, quando esteve cotada em R$ 4,6447. No ano, o dólar já cumula perdas de 16,29% ante o real.
O Ibovespa, por sua vez, subiu 1,31%, aos 121.571 pontos. O principal índice da B3 foi sustentado pela alta dos papéis da Vale e de outras empresas ligadas à economia local.
Para o sócio e gestor da Galápagos Capital, Sérgio Zanini, o real seguiu se beneficiando da entrada de fluxo estrangeiro no país, que também ajudou no desempenho positivo da Bolsa. "A queda do dólar segue impulsionada por fluxos de estrangeiros. O Brasil está mais bem colocado que seus pares emergentes", analisou.
Ele destaca que a queda no dia pode ter sido intensificada pela virada do mês, quando muitos participantes do mercado reposicionam suas posições. Além do fluxo, o real vem se beneficiando do diferencial do juro local frente ao praticado em outros países e do patamar alto dos preços de commodities.










