Atualizada às 11h37

Parlamentares alagoanos comentaram o pedido de exoneração do Ministro da Educação, Milton Ribeiro, que ocorreu nessa segunda-feira (28). A saída aconteceu uma semana após a divulgação de uma gravação, na qual o ex-ministro afirma liberar verbas da pasta por indicação de dois pastores a pedido do presidente Jair Bolsonaro. 

Nas redes sociais, o deputado estadual Ronaldo Medeiros (PT), declarou que o pedido de demissão representa uma confissão dos atos ilegais que era acusado. “(...) mas não resolve a situação pois o grande irresponsável é o Bolsonaro. Com ele Presidente as ilegalidades irão continuar!”.

Já a vereadora Teca Nelma (PSDB), disse que a saída de Ribeiro era o mínimo esperado após sua “conduta corrupta e vergonhosa”. “Quem será agora o 5º ministro da educação no governo Bolsonaro?”, questionou.

A deputada federal Tereza Nelma (sem partido), afirmou mais um ministro sai do Governo deixando um “triste legado”. “Infelizmente a corrupção é algo recorrente nessa gestão. Que essa saída não seja o fim dessa história, é preciso que seja investigado e punido os culpados”.

Enquanto o senador Renan Calheiros (MDB), ressaltou que “se em 3 anos o governo tem 5 ministros da Educação, duas conclusões: 1)Os 4 primeiros deram errado – ele escolhe mal. 2) O quinto, em campanha no fim do governo, é pra catar votos. E na Saúde? Quatro ministros, um pior que outro, lobistas no comando, corrupção e 660 mil mortos”.

Milton Ribeiro ocupava o cargo desde julho do ano passado no comando do MEC e solicitou sua exoneração após uma reunião com o presidente Bolsonaro, ontem.

A gravação

O escândalo veio à tona após o jornal "Folha de S.Paulo" revelar uma gravação na qual o ministro disse repassar verbas do ministério para municípios indicados por dois pastores, a pedido do presidente Jair Bolsonaro.

Os pastores citados são Gilmar Santos, presidente da Convenção Nacional de Igrejas e Ministros das Assembleias de Deus no Brasil Cristo Para Todos (Conimadb), e Arilton Moura, ligado à Assembleia de Deus.

Ambos não possuem cargo no governo, mas participaram de diversas reuniões com autoridades nos últimos anos, além de encontros com Bolsonaro.

*estagiária sob supervisão da Editoria