O ministro Marcelo Queiroga apareceu no cenário nacional como uma esperança, por menor que fosse, de que a pasta pudesse voltar ao caminho da ciência.
Aos poucos, ele foi demonstrando que sua paixão pelas ideias científicas (!!) do presidente Bolsonaro era superior a qualquer coisa que ele tivesse levado para Brasília, inclusive sua dignidade profissional.
Depois de fazer gestos obscenos para populares que xingavam o governo (?) brasileiro, nos Estados Unidos - onde teve de ficar de quarentena -, Queiroga trata no Brasil das sequelas de uma doença de grande contágio e de cura difícil – o fanatismo.
O seu papel exclusivo hoje no Ministério da Saúde é provar sua obediência ao “chefe”, seu guru científico e espiritual.
Resultado: vem sendo desmoralizado “dentro de casa”. Primeiro foi a médica Rosane Leite, sua subordinada o Ministério da Saúde, que contradisse o ministro e o presidente, afirmando que a vacina para crianças é segura (ela é secretária Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19).
Agora, o médico Bruno Caramelli, presidente do departamento de cardiologia clínica da Sociedade Brasileira de Cardiologia e diretor do Incor (USP), quer que Queiroga seja expulso da SBC - de que ele é presidente licenciado.
No ritmo que segue, do nome do ministro ficará apenas uma mancha nos livros de história do Brasil.