O governador Renan Filho está concluindo o sétimo ano do seu governo e tem sim o que comemorar – e o que lamentar, também.
Se suas políticas para a área social e para a educação são inexpressivas, e estou sendo generoso, ele acumula êxitos importantes nas finanças, na Segurança Pública e na Saúde – neste caso, em um momento excepcional.
Mas quando entra em discussão a sua capacidade de articulação política, que se esperava acentuada para quem fez isso durante toda a vida – e não demonstra interesse em outra área -, o governador coleciona fracassos retumbantes.
A sua situação atual é bastante simbólica. Ele virou refém da Assembleia Legislativa, que lhe impõe um candidato à sucessão e ainda deve levar as vagas de conselheiro do TC e de desembargador do TJ - no pacote de futuro imediato.
E há motivos para tanto: o atual presidente da Assembleia impôs uma humilhante derrota na eleição da Mesa Diretora, em 2019, o que se repetiu dois anos depois – confirmando a vocação para o fracasso de Renan Filho na articulação política.
Quando a disputa foi pelo voto popular, as humilhações também se repetiram: em Maceió, por duas vezes, seus candidatos a prefeito foram derrotados sem direito a choro: Cícero Almeida e Alfredo Gaspar.
Em Arapiraca, Rogério Teófilo, primeiro, e Luciano Barbosa, mais recentemente, mostraram que o peso político do governador no segundo maior colégio eleitoral do Estado é absolutamente insignificante.
Imagino que Renan Filho apareça como o favorito – que é – na disputa pela única vaga disponível ao Senado, em 2022, mas seguramente vai ser lembrado no futuro como incapaz numa questão em que o senador Renan pai tirou carteira de mestre – aprendizado que não deixou como herança.
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