A extinção do contrato entre a prefeitura de Maceió e a Veleiro, empresa de ônibus, chega com atraso – não por culpa da atual gestão -, mas me parece bem calculada.

A crise na empresa já dura pelo menos dez anos, e a deterioração dos carros que atendem (?) à população é visível. Além disso, os débitos para com os trabalhadores e com Previdência Social vêm se acumulando, chegando ao patamar do impagável.

Sem receber salários há alguns meses, os motoristas deparam com a proposta recente da Veleiro - pagamento de diárias, uma maneira de continuar rodando, mesmo que precariamente.

A questão é: quais são as chances da prefeitura de Maceió manter a sua decisão, caso a empresa recorra à justiça?

É aí que está o busílis: as relações da Veleiro com parcela do judiciário e com lideranças políticas locais são notórias e possibilitaram que os ônibus sucateados da empresa continuassem rodando por tanto tempo.

A pendenga, lembremos, deve se resolver – caso a empresa conteste a decisão - com base na “hermenêutica”, que nem sempre considera a existência dos sofridos e humilhados usuários do serviço de transporte coletivo urbano de Maceió.

Vale “a letra fria da lei”.