"O sonho dos meus filhos era ser policial, mas a polícia tirou a vida deles", desabafa mãe de irmãos executados no Village

Redação|
Foto: MPAL

O julgamento do policial militar Johnerson Simões Marcelino, acusado de matar os irmãos Josivaldo Ferreira Aleixo e Josenildo Ferreira Aleixo e o pedreiro Reinaldo da Silva Ferreira, começou às 8h desta quinta-feira (25). O crime ocorreu em 25 de março de 2016, no Village Campestre. A mãe dos meninos, Maria de Fátima, disse que o sonho dos filhos era ser policial, mas que a polícia tirou a vida deles. 

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De acordo com as informações do Ministério Público de Alagoas (MP/AL), o júri popular, presidido pelo juiz Guilherme Bubolz Bohm, está acontecendo no Fórum do Barro Duro. 

Em depoimento a mãe dos meninos lamenta a morte dos filhos e do marido. "Minha família foi destruída, mataram meus filhos, meu marido era doente, piorou e morreu". 

Ela afirma que os meninos saíram de casa com as carteiras de PCD -pessoa com deficiência- da Pestalozzi e um celular. A mãe relata ainda que deram entrada no Instituto Médico Legal como indigentes e as carteiras de identificação não foram encontradas. 

"Os sonhos dos meus filhos, eles diziam, era ser policial, mas a polícia foi quem tirou a vida deles", lamenta.

O caso

Josenildo e Josivaldo foram mortos no dia 25 de março de 2016, no bairro Village Campestre, quando seguiam para casa de familiares. A polícia divulgou que os jovens estavam armados e durante a abordagem teriam reagido, trocado tiros e acabaram morrendo. A polícia afirmou que a abordagem ocorreu dentro da legalidade e que os policiais do 5º Batalhão receberam a informação de que eles estariam transportando armas do Village para o Benedito Bentes.

A família negou a informação e afirmou que ambos possuíam problemas mentais e que desde criança faziam acompanhamento médico.

Pelo que foi apurado pela 49ª Promotoria de Justiça da Capital, eles não possuíam antecedentes criminais, e, um deles, inclusive, era menor de idade. Também não há relatos de que os irmãos teriam reagido a abordagem policial.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, no dia do crime, o cabo Johnerson Simões integrava uma guarnição da Polícia Militar e fazia uma patrulha de rotina nas ruas do conjunto Benedito Bentes, quando recebeu a informação que dois assaltantes estavam agindo nos Conjuntos Village Campestre II. Ao chegar no local informado, junto aos outros PMs, o denunciado abordou os dois irmãos e, a partir daí, teria ocorrido “uma série de ações desastrosas que culminaram nos homicídios”.

Leia mais: MPE denuncia cabo da Polícia Militar por morte de irmãos e pedreiro no Village Campestre

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